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O Eu e a Identidade em Fernando Pessoa

Data 21 de maio de 2022 | Sábado Hora das 15h às 17h Com Rogério Hafez

Modalidade: Presencial ou online 

Segundo uma antiga tradição, uma das máximas dos “Sete Sábios” da Grécia, inscrita no templo do deus Apolo em Delfos, era a sentença “Conhece-te a ti mesmo”. O poder dessa frase desafiadora, tanto em sua forma original em grego, "Gnōthi seautón", quanto numa de suas traduções latinas, "Nosce te ipsum", bem como em várias outras traduções e adaptações em idiomas modernos, vem atravessando os tempos e inspirando inúmeros textos literários, filosóficos e religiosos.

Não é exagero dizer que a obra de Fernando Pessoa, o autor que hoje se tornou célebre como o poeta “fingidor” e criador de numerosos autores fictícios, a que ele chamou de “heterônimos”, pode ser definida como uma tentativa de retomar esse mote que nos vem da antiguidade clássica, o de “conhecer a si mesmo”. E, ao grande desafio do autoconhecimento, a obra do genial escritor português responde oferecendo novas questões – e respostas surpreendentes. Uma delas, a propósito, é esta: “Fingir é conhecer-se”.

De fato, a reflexão sobre o que possam ser o “eu” e a identidade humana constitui o foco da magistral poesia do escritor, seja ela assinada pelo poeta ortônimo, Fernando Pessoa “ele mesmo”, ou pelos principais poetas heterônimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Essa reflexão é também o foco da importante obra artística em prosa de Pessoa, que vem sendo mais conhecida recentemente e que inclui o Livro do Desassossego, do “semi-heterônimo” Bernardo Soares.

O exame do “eu” reúne o poeta ortônimo e os heterônimos em um debate crítico denso e profundo. Pela voz musical de Pessoa “ele mesmo”, ouvimos muitos versos misteriosos e encantatórios, como estes: “Eu vejo-me e estou sem mim, / Conheço-me e não sou eu”. Por outro lado, a voz clara de Alberto Caeiro, antípoda do ortônimo e mestre dos heterônimos, afirma: “Nem sempre sou igual no que digo e escrevo. / Mudo, mas não mudo muito”. Já Ricardo Reis, um sofisticado herdeiro dos clássicos greco-latinos e mestre do autocontrole, reconhece: “Tenho mais almas que uma. / Há mais eus do que eu mesmo”. E Álvaro de Campos, o poeta moderno e desmedido, por sua vez nos diz: “Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou”.

Esta palestra aborda como o “eu” e a identidade são retratados e discutidos, sob ângulos diversos, em momentos importantes da obra de Fernando Pessoa. Para isso, apresenta conceitos-chave que estão na origem da criação heteronímica e propõe a leitura atenta de alguns dos mais belos poemas e textos em prosa do escritor. A palestra procura destacar o interesse que pode haver, para os leitores, nessa reflexão multifacetada feita por Pessoa. Ela discute, por fim, a aplicação à obra de Fernando Pessoa de algumas teorias sobre o “eu” e a identidade, procurando apontar sua fertilidade e seus possíveis limites.


Importante: Antes de finalizar a compra selecione, abaixo do acordo de adesão, o formato que deseja assistir o curso: presencial ou online

Inscrições até 20 de maio às 18h, enquanto houver disponibilidade de vagas.

Acordo de Adesão de Prestação de Serviços Educacionais

  • Por este acordo entre os abaixo assinados, de um lado a Associação Palas Athena do Brasil – declarada de Utilidade Pública Municipal, Estadual e Federal – com sede à Alameda Lorena, 355, Jardim Paulista, CEP 01424-001, na cidade de São Paulo, de ora em diante denominada PALAS ATHENA e, de outro lado o ALUNO:

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Informações da Atividade

As aulas presenciais serão na sede da Palas Athena (Alameda Lorena, 355 Jardim Paulista - São Paulo), e as online através da plataforma Zoom.
Para as aulas online: Após a inscrição, e um dia antes do início do curso, você receberá o e-mail com as informações sobre como acessar a sala virtual - fique atento a sua caixa de spam e lixo eletrônico, alguns e-mails são redirecionados para essas caixas.

Docente | Rogério Hafez
Professor de literatura, ensaísta e tradutor. Formou-se em Letras pela USP (Português e Grego) e fez estudos de pós-graduação em literatura grega na USP e na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, de Paris. Lecionou grego antigo no Instituto de Estudos da Linguagem, da Unicamp, e publicou obras didáticas para exames vestibulares. É autor de artigos sobre literatura na Folha de São Paulo, ensaios sobre teoria literária e filosofia, além de traduções do grego, do inglês e do francês. Considera-se essencialmente um leitor e um amante dos clássicos, antigos e modernos. Entre os autores de língua portuguesa, dedica-se especialmente a Fernando Pessoa, Drummond, Guimarães Rosa e Machado de Assis.

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